No dia 27 de março fui entrevistado pela repórter Maíra Soares do Jornal da Cidade de Bauru para uma matéria que estava escrevendo sobre as lojas antigas do comércio da cidade, e como ela própria citou no e-mail fui gestor do projeto de resgate histórico Memória do Comércio de Bauru realizado em 2006.

jc_050409

A matéria foi publicada no dia 05 de abril e saiu bem interessante na versão impressa, e na versão eletrônica nos links abaixo:

Lojas inauguradas no início do século 20 resistem no comércio

Atendimento é o segredo do sucesso

A Tropical: paixão por tecidos contagiou três gerações

Clientes fiéis se tornam amigos dos donos

Casa Sampaio: perseverança e dedicação há mais de 70 anos

Casa São Jorge: herança passada de coração

Casa Cecy: 71 anos de muito trabalho

Na oportunidade eu enviei para a redação do jornal aos cuidados da repórter o documentário que gravamos em 2006 com 45 minutos de história narrada pelos próprios proprietários das lojas ainda em atividade e outras já fechadas. Esse documentário é muito rico em informações e se tornou um marco para a cidade de Bauru.

Minha participação na matéria que saiu impressa foi pequena, mas publico aqui na íntegra todo o conteúdo da minha entrevista.

—————–

Jornal da Cidade: O que, na sua opinião, faz com que estas lojas sobrevivam no comércio até hoje?

Paulo Milreu: Analisando tudo o que ouvimos e pesquisamos durante 6 meses de projeto em 2006, percebemos principalmente 2 coisas: (1) a garra e persistência dos comerciantes desbravadores, e (2) um início onde foi possível se estruturar e aprender sem grande competitividade.

Jornal da Cidade: A tradição familiar é um fator que colabora para o sucesso destes empreendimentos? Por que?

Paulo Milreu: Sem dúvida é um dos fatores, mas podemos ver que não foi padrão em todas as lojas. Inclusive tivemos a Casa Luzitana que foi uma das maiores lojas do interior paulista na época, e por outros motivos fechou as portas.

Jornal da Cidade: Hoje a propaganda é a alma do negócio. Estes estabelecimentos (exceto a casa carvalho) não contam com grandes campanhas de marketing. Como o senhor vê isto?

Paulo Milreu: (vou responder com a exceção da Casa Carvalho, pois como disse, ela ao londo dos anos se reinventou, cresceu, e continua investimento em marketing).
Com certeza elas não tem mais o vigor (pujança) de antes frente aos atuais competidores, e representam pouco no mercado bauruense e regional. Com o crescimento de lojas (estabelecimentos comerciais) ao longo desses anos a participação delas se diluiu (market-share) e grandes comércios nacionais vieram se estalecer e competir.
Além disso, o modelo dos estabelecimentos mudaram, temos grandes lojas e supermercados vendendo os mesmos produtos que essas lojas vendem.
Se quiserem se manter por mais anos sendo competitivas, terão que se reinventar e investir em marketing. O mercado mudou, o consumidor mudou, hoje temos uma geração que já nasceu digital.

Compartilhe:
  • email
  • Print
  • TwitThis
  • del.icio.us
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Tumblr

No related posts.

Posts relacionados trazidos a você pelo Yet Another Related Posts Plugin.