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“Lojas inauguradas no início do século 20 resistem no comércio”, matérial no Jornal da Cidade

segunda-feira, abril 13th, 2009

No dia 27 de março fui entrevistado pela repórter Maíra Soares do Jornal da Cidade de Bauru para uma matéria que estava escrevendo sobre as lojas antigas do comércio da cidade, e como ela própria citou no e-mail fui gestor do projeto de resgate histórico Memória do Comércio de Bauru realizado em 2006.

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A matéria foi publicada no dia 05 de abril e saiu bem interessante na versão impressa, e na versão eletrônica nos links abaixo:

Lojas inauguradas no início do século 20 resistem no comércio

Atendimento é o segredo do sucesso

A Tropical: paixão por tecidos contagiou três gerações

Clientes fiéis se tornam amigos dos donos

Casa Sampaio: perseverança e dedicação há mais de 70 anos

Casa São Jorge: herança passada de coração

Casa Cecy: 71 anos de muito trabalho

Na oportunidade eu enviei para a redação do jornal aos cuidados da repórter o documentário que gravamos em 2006 com 45 minutos de história narrada pelos próprios proprietários das lojas ainda em atividade e outras já fechadas. Esse documentário é muito rico em informações e se tornou um marco para a cidade de Bauru.

Minha participação na matéria que saiu impressa foi pequena, mas publico aqui na íntegra todo o conteúdo da minha entrevista.

—————–

Jornal da Cidade: O que, na sua opinião, faz com que estas lojas sobrevivam no comércio até hoje?

Paulo Milreu: Analisando tudo o que ouvimos e pesquisamos durante 6 meses de projeto em 2006, percebemos principalmente 2 coisas: (1) a garra e persistência dos comerciantes desbravadores, e (2) um início onde foi possível se estruturar e aprender sem grande competitividade.

Jornal da Cidade: A tradição familiar é um fator que colabora para o sucesso destes empreendimentos? Por que?

Paulo Milreu: Sem dúvida é um dos fatores, mas podemos ver que não foi padrão em todas as lojas. Inclusive tivemos a Casa Luzitana que foi uma das maiores lojas do interior paulista na época, e por outros motivos fechou as portas.

Jornal da Cidade: Hoje a propaganda é a alma do negócio. Estes estabelecimentos (exceto a casa carvalho) não contam com grandes campanhas de marketing. Como o senhor vê isto?

Paulo Milreu: (vou responder com a exceção da Casa Carvalho, pois como disse, ela ao londo dos anos se reinventou, cresceu, e continua investimento em marketing).
Com certeza elas não tem mais o vigor (pujança) de antes frente aos atuais competidores, e representam pouco no mercado bauruense e regional. Com o crescimento de lojas (estabelecimentos comerciais) ao longo desses anos a participação delas se diluiu (market-share) e grandes comércios nacionais vieram se estalecer e competir.
Além disso, o modelo dos estabelecimentos mudaram, temos grandes lojas e supermercados vendendo os mesmos produtos que essas lojas vendem.
Se quiserem se manter por mais anos sendo competitivas, terão que se reinventar e investir em marketing. O mercado mudou, o consumidor mudou, hoje temos uma geração que já nasceu digital.

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